O preço da desonestidade


Ser honesto, transparente e íntegro pode custar muito, principalmente numa sociedade que põe no pedestal os espertos. O mau exemplo vem da classe política: se dão bem fazendo o mal, mas são espertos demais para serem presos ou punidos. Em alguns momentos, pode custar uma promoção, um elogio, a perda de uma “amizade”. A honestidade às vezes custa alguma coisa, mas a desonestidade sempre sai muito caro. Ninguém sai da rota da integridade sem sofrer um acidente. Quanto sofrimento causei a mim mesmo quando menti, contei uma meia verdade, escondi um dado importante, “esqueci’ de algo, não dei o crédito a quem de direito, silenciei quando deveria ter gritado e bradei quando deveria ter me engolido a língua. Quando, por algum motivo, não somos transparentes com o próximo e, o que é muito pior, com a gente mesmo, uma sucessão aperreios se desencadeiam. É como se se abrissem as portas da infelicidade. Por causa de pequenas desonestidades relacionamentos são desfeitos, casamentos falem, empregos são perdidos, portas de cadeias se abrem, sentimentos de culpa brotam, a dor da vergonha corrói como gangrena, pessoas ficam doentes e jamais são curadas, Satanás se vê no direito de atormentar, o pior pesadelo se torna realidade. A melhor coisa que o publicano fez foi confessar seu pecado ao Senhor. Você não sabe ainda o bem que a gente faz a gente mesmo quando confessamos: tem misericórdia de mim, Senhor, que sou pecador. A verdadeira liberdade começa quando admitimos nossos desacertos, sem diminuir nadinha. Assim não sendo, nenhuma cura da alma é duradoura, nenhuma benção é permanente.

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