Não deseje


Buda ensinava que o desejo está na raiz de toda nossa infelicidade. Para ele, basta desligar o botão do desejo pessoal e todos seremos felizes. Se não há desejo, ninguém se frustra. Entendo Buda. Que entendeu parte da natureza humana. O problema é que a gente deseja coisas boas, que são lícitas e devem ser desejadas, e coisas ruins, que fazem guerra contra a alma e deveriam ser in-desejadas. Vou citar algumas coisas que a gente pode e deve desejar que são desejos benignos. Por exemplo, a gente deve desejar o bem do próximo. A gente, também, deve desejar melhorar de vida. A gente pode desejar conhecer mais ao Senhor. Todos nós deveríamos desejar adorar ao Senhor no Templo. Devemos desejar um bom futuro para nossos filhos. O desejo de ser feliz, de ser usado por Deus, de ser próspero, de ter um casamento saudável não é um desejo maligno. Agora, me alinho com Buda, e cito algumas coisas que a gente não deveria jamais desejar. E se as desejamos, as desejamos para nossa perfeita infelicidade. Não deseje a mulher ou o marido dos outros. Não deseje o lugar do outro. Ninguém deveria desejar os bens dos outros. Não deseje ser outro que não você mesmo. Não deseje o mal dos outros. Não deseje o que foi por Deus proibido, pois é sempre um desejo infeliz. A isso damos o nome de transgressão, pecado, desobediência. Não deseje morrer. Não deseje o prazer do pecado. Não deseje ser famoso, ser adorado. Não deseje ser rico, pois os ricos desse mundo caem em tentação e em laço. Não deseje o poder pelo poder. Não deseje o que o diabo deseja. Enfim, não deseje o impossível e você será feliz!

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