Uma tragédia com evangélicos


No último dia 13 de setembro de 2008, um ônibus que conduzia um grupo de evangélicos capotou, matando sete irmãos e deixando 25 feridos. Os mortos (inclusive dois pastores) e feridos eram membros da Igreja Batista em Paulista. A causa da tragédia ainda está sendo investigada, mas sabe-se que o veículo capotou por volta das 5 da manhã, possivelmente quando o motorista tentou livrar um jumento que estava na pista. No velório, que aconteceu na Congrwegaçaõ Batista do Alto de Santa Isabel, em Casa Amarela, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos tentou consolar os parentes, amigos e irmãos. Uma das sobreviventes, Ana Selma Dias, afirmou: “Vou reavaliar meus propósitos de vida, aproveitar momentos pequenos do dia-a-dia. Valorizar mais quem está junto de nós”. Na verdade, o ocorrido foi uma imensa perda para a família batista e para todo o povo evangélico. A tragédia que se abateu sobre os batistas reafirmam o que a Bíblia diz: que tragédias acontecem. Nenhum que morreu ou teve de ser amputado, morreu ou foi amputado porque era “pecador”. Nenhum que escapou ileso, escapou ileso porque era “santo, santo e santo”. O ônibus estava cheio de irmãos. E só. Adversidades, tribulações e tragédias podem ocorrer com qualquer um, em qualquer lugar, a qualquer hora. Deus faz o sol brilhar e cair chuva sobre crentes e não crentes. Certamente algumas mortes acontecem por causa de transgressões cometidas, mas não todas. O apóstolo Paulo morreu decapitado – e era indiscutivelmente um crente de qualidade. Já, alguns ditadores, como Fidel Castro, têm vida longa. Por isso, quando uma tragédia se abater sobre a vida de quem quer que seja, não procure as causas na vida da pessoa, vasculhando brechas e pecados ocultos. Eles não tem nada a ver com o infortúnio final. Num mundo caído, o melhor que a gente faz é aproveitar o dom da vida o melhor que puder – e morrer em paz com Deus e com o próximo, quando a morte nos surpreender, na estrada da vida.

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