Sou o tampa de crush



Uma menina voltou da escola toda contente por ter sido eleita a mais bonita da turma. No dia seguinte, veio ainda mais feliz. Tinha sido eleita a mais popular. Mas, poucos dias depois, quando anunciou aos pais que tinha ganho outro concurso, estava embaraçada. “Afinal, você foi eleita o quê, minha filha?”, perguntou a mãe. A menina balbuciou: “A mais convencida”. Pedro garante que Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. O orgulho é quase impossível de ser detectado pelo soberbo, porque costuma se esconder nos porões da alma, onde obviamente não gostamos de visitar. Com absoluta certeza, o orgulho que mais estragos produz é o religioso. Foi ele o combustível usado pelos caciques judaicos para fazer a população levantar-se contra Jesus. Eles gostavam de alegar, cheios de vangloria, que eram descendentes de Abraão, portanto, legítimos herdeiros da bênção. É o orgulho religioso, por exemplo, que impede milhões de se aproximarem da Graça e de se curvarem ante a Cruz, pois relutam em aceitar a Bíblia como Palavra de Deus e Jesus como Único Salvador. Para eles, quanto mais antiga a religião, melhor, se esquecendo que o judaísmo, apesar de seus milhares de quilômetros rodados, ouviu de Jesus que ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, pois semelhante remendo rompe o vestido, e faz-se maior a rotura. O orgulho religioso, infelizmente conquistou o coração de muitos evangélicos. Há quem pregue que, porque é metodista, batista, presbiteriano, assembleiano ou qualquer outro ista ou ano, já tem cadeira cativa no Céu. Pura vaidade. Quem garante vida eterna não é a Igreja, mas o Senhor da Igreja. Jesus, é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Você não é um tampa de crush, apesar de as suas habilidades lhe renderem, muitas vezes, elogios, aplausos e respeito. Cuidado para que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos entendimentos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. A maneira mais digna da gente viver não é com o nariz empinado, olhando o mundo de cima para baixo, cheio de fidalguia. Mas, de joelhos em terra, com o rosto no pó, repetindo até banir toda presunção de nossa vida: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!

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