Perfume de mulher


O diretor Martin Brest dirigiu o filme que deu o Oscar de Melhor Ator para Al Pacino, em 1993, além de indicado para o prêmio de Melhor Diretor, Melhor Filme e Melhor Roteiro Adaptado. Perfume de Mulher é, em todos os sentidos, um grande filme - apesar dos diálogos mordazes e algumas vezes constrangedor, talvez por causa disso. O filme conta a história de um arrogante oficial do Exército americano (Frank Slade) e de um aluno de uma das mais tradicionais escolas do país (Charlie Simms). É a clássica história dos opostos que se atraem, num roteiro realmente delicioso e comovente. Chris O"Donnell (o Robin do fracasso Batman & Robin) é um aluno pobre que estuda numa escola conservadora e, sem querer, se meteu numa grande enrascada. Já Al Pacino faz o papel de um oficial aposentado que convive, a duras penas, com o resultado de enrascadas que se meteu na vida. Filme que vale a pena ver de novo e, se não foi visto ainda, deveria ser assistido já. A vida é feita de decisões. Algumas delas catapultam nossas vidas. Outras, podem arruinar para sempre nossas existências. Seja como for, devemos viver com paixão (e eu acrescento: com certa urgência!). Perfume de mulher, tenho certeza, arranca o espectador do torpor de uma vida medíocre. Nem sempre é o caráter que nos desgraça a existência. Basta se conformar com a "moralidade desde mundo" para se tornar um ser humano amargo, frustrado ou derrotado.

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