Éfeso: a Igreja que perdeu o frescor do amor?


A Igreja de Éfeso era uma Igreja com a ortoxia certa, dinâmica, que sabia discernir o certo nas questões ministeriais, que não se canava em anunciar o Evangelho. Uma grande comunidae evangélica. Veja como o próprio Jesus se dirige a ela:

"ESCREVE ao anjo da igreja que está em Éfeso: Isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais de ouro: Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste."

Irretocável, pastor!, você diria. Mas, observe que, no subterrâneo da fé de Éfeso, algo grave subverteu o amor. Revela o Senhor que anda pelo meio das suas Igrejas:

"Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor."

Tudo que se fazia para Jesus em Éfeso estava comprometido pelo tipo de motivação dos efésios. Eles trabalhavam por todos os motivos que você possa imaginar, nunca pelo único motivo que realmente interessa ao Senhor: amor! O que eles poderiam fazer para voltar a trabalhar para o Senhor com o entusiasmo primitivo?

1. Lembra-te, pois, de onde caíste, e... (Onde foi que caíste?Qual a origem da decepção que deu origem ao trabalho mecânico para o Senhor? Onde foi que não tivesse coragem de pedir divórcio do Evangelho, mas também não quisesse mais amar ao Senhor de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu entendimento? Onde virasse uma maquininha religiosa, onde, onde?)

2. arrepende-te, e... (Trabalhar para Deus sem amar a Deus é pecado! Se arrependa desse serviço sem dedicação e entusiasmo. Você não é escravo da religião, é filho de Deus! O Senhor não quer robôs drenados de emoção e vida, mas filhos visceralmente apaixonados por Ele!)

3. pratica as primeiras obras! (Volte a fazer o que se fazia por amor - não por dinheiro, nem por status ou por medo. Volte a fazer tudo para o Deus que tudo fez e faz por você. Recuse-se a trabalhar a pulso, a cantar por obrigação, a fazer para fazer graça para os outros).

A conclusão da carta é chocante, mas cheia de esperança para quem quer deixar de fazer obras que só prestam para serem feitas com amor - sem nenhum pingo de amor.

Quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres. Tens, porém, isto: que odeias as obras dos nicolaítas, as quais eu também odeio. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no meio do paraíso de Deus.

Um comentário:

Hugo Otávio disse...

Glória a Deus!
Que possamos reacender a chama do amor e entregar ao Senhor um coração contrito e quebrantado em Sua presença! Voltemos ao primeiro amor, cheio de graça e unção do Pai para sermos sal da terra e luz desse mundo mal que a cada dia carece de Jesus!
Obrigado pastor!
Continue sendo esse vaso de bênção de Deus para abençoar muitas e muitas vidas!
Um abraço!

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