Considerações sobre a masturbação


Creio que até os homens mais pios já se masturbaram. Pelo menos, muitas vezes. As mulheres, também. Quem diz que nunca se masturbou ou mente ou é digno de pena. Podemos entender a masturbação como um meio de se conhecer o próprio corpo e de se manipular os mecanismos do prazer. Faz parte da natureza, como um treinamento para a fase mais exuberante do que vem a seguir, com o sexo (depois do casamento, gente, depois do casamento!). Geralmente, após manter um relacionamento estável, a masturbação deixa de existir – ou deveria. Obter prazer por meio da masturbação pode levar a descaminhos graves, caso vire rotina. A gente se masturba só, mas nunca sozinho. A mente divaga, as fantasias afloram, uma terceira pessoa (ou pessoas) é focada – geralmente “fazendo sexo” conosco. Adultério e fornicação acontecem também no palco virtual da mente. Além disso, a prática da masturbação pode acelerar um processo de baixa-estima e introspecção, dificultando o amadurecimento. O gatilho da ejaculação precoce pode ser disparado nessa fase. Outra conseqüência do sexo solitário é o esmagador sentimento de culpa que vem logo após obtido o prazer. Esse sentimento pode gerar distúrbios psicológicos para o resto da vida. Entretanto, não sou moralista. Admito que muitos fazem uso da masturbação como válvula de escape ou para diminuir a fogueira-que-a-tudo-consome da solidão. Até gente casada. Principalmente, os solteiros. Minha mais sincera oração é que a gente possa experimentar todos os prazeres do sexo, sem pecar contra a gente ou contra o próximo – ou a próxima. Uma das maiores frustrações que enxergo na masturbação é o pecado do desperdício. De sêmen, de sexo, de paixão, de amor, de vida...

Um comentário:

Anônimo disse...

Obrigado pelo excelente artigo. De fato, tenho dificuldades para deixar essa questão resolvida e tenho um blog sobre o assunto, pequeno e módico... ore por mim...

http://www.masturbatoriumvirtual.blogspot.com/

Atenciosamente,
José...

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