Arrogância


Li, recentemente, uma matéria sobre governantes que se tornaram soberbos por causa de seu alto índice de popularidade: Os romanos, quando voltavam de suas expedições triunfais de conquista e expansão do império, entravam em Roma em uma biga. Durante o desfile, em meio aos gritos ensurdecedores da multidão, um escravo repetia aos ouvidos do vencedor: Você é apenas um homem! Os sábios da Antiguidade greco-romana tinham a moderação como a maior das virtudes de um governante. A mesma matéria informa que para Aristóteles a arrogância é o maior pecado de um governante, salientando que a cada demonstração de soberba segue-se invariavelmente um castigo. A Bíblia deixa claro que a “soberba precede a ruína” e que “Deus resiste ao soberbo, dá porém, graça aos humildes”. É, sem dúvida, um dos mais infames pecados que alguém possa cultivar. Soberba e orgulho tomaram o coração de Lúcifer, transformando anjo em diabo. Alguns personagens bíblicos se apresentaram, em algum momentos de suas vidas, soberbos e presunçosos: Davi, Pedro, Gideão, Sansão, Manasses... Mas, nenhum deles sobrepujou os fariseus, escribas e autoridades do Templo no quesito soberba. Pilatos nunca foi mais arrogante que Herodes, Caifás ou os do Sinédrio. Soberba acomete grandes e pequenos, mas os “religiosos” são especialmente vulneráveis!

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