Quando os chatos são bem-aventurados



Disse-lhe Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus , nem respeitava homem algum.Havia também , naquela mesma cidade , uma viúva que vinha ter com ele , dizendo : Julga a minha causa contra o meu adversário.Ele, por algum tempo , não a quis atender ; mas , depois , disse consigo : Bem que eu não temo a Deus , nem respeito homem algum; todavia, como esta viúva me importuna , julgarei a sua causa , para não suceder que , por fim , venha a molestar-me.Então , disse o Senhor : Considerai no que diz este juiz iníquo. Não fará Deus justiça aos seus escolhidos , que a ele clamam dia e noite , embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que , depressa, lhes fará justiça. Contudo , quando vier o Filho do Homem , achará , porventura, fé na terra?
O juiz tinha poder, a viúva tinha poder nenhum. O juiz era alguém, a viúva era ninguém. Ele era injusto, ela precisava de justiça. Mesmo assim, o íniquo atende a demanda de quem nada tem com quê subornar. Por quê? Ela insistiu, perserverou, chateou, ficou na cola, torrou a paciência dele! Sabe por que nossas oraçãos não são respondidas? Elas não sobem com insistência e urgência e clamor e angústia. Se for para orar como quem lê classificados em jornais, é melhor ser ateu de vez. Mas, se quiser obter vitória, por favor: comece orando, pelo menos, com mais fé. Se um juiz malandro atende, quando mais o Justo Juiz de Toda a Terra!

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