Eu sou a lenda


A Última Esperança da Terra, um pequeno clássico da ficção científica estrelado por Charlton Heston em 1971, foi refilmado. Virou um excelente filme, que traz Will Smith como Robert Neville, um cientista que é o único ser humano a ter sobrevivido inalterado a uma epidemia deflagrada por um vírus modificado para o tratamento do câncer. Os que não eram imunes, morreram em decorrência da infecção – ou foram mortos, de maneira selvagem, pelos homens e mulheres que, contaminados, se metamorfosearam em zumpiros (mistura de zumbi com vampiro). Como os vampiros, esses mutantes reagem até cheiro de sangue e não toleram a luz solar. Durante o dia, Neville circula em companhia de Sam, a inseparável fêmea de pastor alemão que o protege, por uma Nova York deserta, destruída e que está rapidamente sendo devolvida à natureza. Antes que a noite comece a cair, ele se recolhe à sua casa, que transformou numa espécie de fortaleza, da qual nenhum sinal de existência humana pode escapar. O filme acerta em cheio quando trata da soberba humana, do valor da verdadeira amizade (mesmo que seja simbolizada por um animal), do pavor frente à morte, da solidão que quase enlouquece e de esperança/desesperança em face do imponderável. Um grande filme para ser assistido por toda família e depois passar horas falando sobre vida, amor, amizade, fé, espiritualidade, Deus...

Nenhum comentário:

Receba mensagens desse blog no seu E-mail