É de fazer chorar

O carnaval este ano foi de fazer chorar. Eu sempre achei que o carnaval fosse uma festa mortal. E é. Quase duzentas pessoas perderam a vida, somente nas estradas federais. É de fazer chorar. Também é de chorar o número de pessoas infectadas com o vírus da aids, da hepatite e das diversas doenças transmitidas pela promiscuidade sexual. Quantas mulheres não serão acometidas de cancer do colo de útero na próxima década? É de fazr chorar. Sei que muitas moças despertaram para a vida sexual sem freios nem rodeios. As aprendizes de prostitutas agora estão escoladas, perderam o pudor, a vergonha, a inibição. O que só dá vontade de chorar. É de fazer chorar o número de troca de casais, sexo grupal, traições e adultérios. Os milhões que foram investidos no carnaval também faz chorar. Claro que alguns bilhões entraram no Brasil. Carnaval dá dinheiro, gente! Mas, a que custo?  Isso, sem falar dos que ficaram viciados em alguma substância: maconha, crack, álcool. Ah, ia esquecendo das nossas crianças que, ao verem os pais bricando carnaval, também aprenderam que a opção sexual, qualquer que seja, é sempre boa, bonita e agradável. É de fazer chorar o que elas aprenderam... talvez nunca mais esqueçam. Pior: talvez os pais reforcem o ensino ano que vem. De fato: é de fazer chorar!

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