Oito considerações sobre a juventude


1. A juventude é uma das melhores épocas da vida. Saúde física, mente fresca e um período de muitas descobertas. Por isso, a gente deveria aproveita-la muito bem. Como, pastor? Estudando, se divertindo, namorando, adorando ao Senhor.
2. O pecado na mocidade pode ser devastador. Pecado em qualquer tempo faz muito mal. Na mocidade, porém, pode arruinar a vida para sempre. Gravidez na adolescencia, doenças sexualmente transmissíveis, casamento equivocado e prematuro, associação com filhos do diabo, uso e abuso de todo tipo de drogas, etc.
3. A mocidade atual não é pior que a juventude da geração anterior. Dizem que a mocidade atual peca demais. De fato, peca muito e sem pudor. Mas, a minha geração não dava moleza. A geração de meus pais pecou tanto quanto, só que sob o manto. Se antiguidade fosse sinal de santidade, Caim não teria matado seu irmão. Teria dado um ramalhete e um abraço. Em todas as gerações tem gente mais equilibrada – e salva!, ao passo que delinqüentes também são freqüentes. O homem é mau em qualquer que seja a época examinada.
4. A juventude cristã pode e deve fazer a diferença. Você pode fazer a diferença para melhor – eu fiz a diferença entre meus amigos. Os cristãos novos podem ser sal da terra (sem virar cocadinha de sal) e luz do mundo (sem cegar ninguém). Dar sabor e brilhar é dever de todo homem e mulher de Deus. Conheço jovens evangélicos alegres, dinâmicos, afáveis, agradáveis e inteligentes. Outros, parecem filhos do conde Dracula, quando não sobrinhos de Lampião, o rei do Cangaço. Seja diferente, evitando o legalismo.
5. A maioria da juventude atual está perdida, totalmente sem rumo, errática. Não sabe nem o que quer da vida. E a culpa é da gente, dos pais e formadores. Quantas galeras, quantos jovens sem coração, quantos filhos viciados em álcool. Na busca pelo sonho brasileiro, estamos perdendo nossos filhos. Passamos mais tempo produzindo que amando. Aí, o diabo vira o pai e a mãe deles. Isso, quando não acontece o contrário. Mimados demais, realizados demais, a mocidade vira jarro de porcelana – bonitos, mas horrivelmente frágeis. Quantos jovens psicopatas, traumatizados, herméticos, insanos.
6. A juventude precisa ser abençoada, não amaldiçoada. Os mais velhos devem abençoar os mais jovens. Vejo muitos, inclusive pastores, espancando a auto-estima da mocidade. Pais, abençoem seus filhos! Pastores, não tenham nojo de suas ovelhas mais novas. Abençoe, chega de maldições. Chega de dizer que seus filhos são aborrecentes. São adolescentes, filhos de Deus na terra da iniqüidade. Abençoarei até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. Essa é a promessa de Deus para nossos filhos. Não seja boca do diabo, em nome de Jesus.
7. A juventude precisa simplesmente ser amada. O pai do filho pródigo simplesmente amava o filho rebelde. A diferença entre o sucesso e o fracasso de nossos filhos reside na natureza do amor que sentimos por eles. Estamos aturdidos com o estilo de vida dos jovens do século XXI. Não perca o foco: a única coisa que podemos fazer por eles é ama-los. Se o amor não resolver, eu duvido que castigo resolva!
8. A mocidade tem uma flexibilidade que a maturidade não tem. Por exemplo, Davi quando moço derrubou gigante. Já idoso, quase um gigante o nocauteou. Eu podia ter sido professor de matemática. Escolhi trabalhar numa empresa de energia. Escolhi ser pastor. Hoje, não tenho tantas opções. E, a cada dia, menos poder de escolha tenho. Vocês podem ser literalmente tudo que quiserem, desde que se esforcem para isso. Sonhe feito José e você chegará lá.

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