A voz do povo não é a voz de Deus


Uma pinóia que a voz do povo é a voz de Deus. Geralmente a voz do povo é a voz da média, da mediocridade, do exagero, da crueldade e do ridículo. A voz de Deus é sábia, é justa, é poderosa, tem face, a face da santidade e do amor. Nada pode ser mais distante que a “voz” do Alto e a grita dos de baixo. Definitivamente, a voz de Deus é superior. A voz do povo grita: toda religião é boa. A voz do alto reverbera: na verdade, na verdade vos digo, quem não nascer de novo não pode ver o reino dos céus. A voz do povo é a favor do linchamento. A voz de Deus desafia a quem não tiver pecado atirar a primeira pedra. A voz do povo se cala quando for comprada ( e tem sido!). A voz de Deus é incorruptível. A voz do povo, se atiçada, pode clamar até pela morte de Deus. “Crucifica-o, crucifica-o!”, gritaram os favoráveis a Barrabás. Era a voz do povo conduzida pelos donos da religião, os fariseus e seus asseclas. A voz do povo é a favor da vingança, adora uma idolatriazinha, vai à loucura numa festa de rua, é a favor do comunismo, se acovarda diante de ditadores e poderosos, é contra o Evangelho e ridiculariza os princípios do Senhor. Uma pinóia que a voz do povo é a voz de Deus. Não quero saber da voz do povo. Só me satisfaz ouvir uma voz: “Este é o meu filho amado, a Ele ouvi!”

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