O que é bom para os legalistas é ruim para Jesus


Para o fariseu, é bom parecer bom. Basta parecer “santo” que já tá de bom tamanho. Para Jesus, o bom é reconhecer que somos pecadores, miseravelmente perdidos e totalmente carentes da Graça. Par o fariseu, quanto mais leis (proibições, diretrizes, isso-pode-e-isso-não-pode) melhor. Para Jesus, só o Evangelho da Graça é Evangelho. O resto é evangelho anátema, visto que “aquilo” é a mais vil presunção humana – achar que podemos salvar a gente mesmo, pelas obras da carne (sinceramente, existe obra da carne mais carnal que a da prática religiosa?!). Para o fariseu, basta estar de bem com a denominação. Para Jesus, ser crente é ter tal intimidade com o Pai que a gente sinta o imensurável amor de Deus até mesmo nos momentos mais negros de nossa existência. O Pedro que negou Jesus não estava nem aí para os demais apóstolos – sua alma ardia era para reatar a comunhão com o Mestre da Galiléia. Para o fariseu, a vida do próximo vale pouco ou quase nada. Ele só pensa nele, pois isso ora de si para si, não sente misericórdia de ninguém – até chora, mas é choro da carne não do coração. Para Jesus, o Calvário foi a prova final de que Deus nos ama mais que a gente possa imaginar. Ele não tem nojo da gente. Nele, há misericórdia, perdão, restauração e “n” segundas chances. Isso irrita o fariseu típico. Isso enche de gratidão o discípulo de Jesus Cristo. Para o fariseu, a oração boa é a oração que, depois de rezada, atrai elogios pela construção das frases, pela emoção suscitada ou pela teatralidade apresentada. Para Jesus, oração boa é oração secreta, verdadeira, onde a gente diz quem a gente é, o que não podemos evitar, o horror que sentimos à medida em que mais nos conhecemos e a gratidão por ser filho do Abba. Para o Sinédria, Jesus devia morrer. Para Jesus, Nicodemus precisa nascer de novo.

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