Graças a Deus, a Graça sobrevive!



Recebi, de uma das ovelhinhas de Jesus que me sinto honrado em pastorear, o seguinte texto, escrito, me parece, por irmãos da Igreja Batista em João Pessoa (PB). Transcrevo na íntegra a mensagem, pois comprova que a Graça de Deus ainda opera em muitos corações e que o farisaísmo, apesar de ser a regra em nosso meio, não tomou de assalto a totalidade das comunidades evangélicas. Saboreie comigo como tem gente levando a sério as palavras da Cruz.



Quero ser um crente diferente. Não quero ser conhecido apenas como alguém que "não bebe, não fuma e não joga". Isso é muito pouco. A "geração saúde", que freqüenta as academias e come comida natural, não bebe e não fuma e, nem por isso, podem ser chamados de cristãos.
Também, não me contento em ser chamado de crente, por ter um modo diferente de me vestir. Durante muito tempo, no Brasil, a diferença que os crentes queriam mostrar era que eles se vestiam de uma maneira "esquisita"; e isso acabou tornando-se motivo de chacota e que em nada engrandecia o Reino. Com certeza, usar uma roupa fora de moda, não faz de ninguém um cristão.
Também, não me satisfaço com o modelo "gospel" e crente que há hoje em dia. Broche de Jesus, caneta de Jesus, meia de Jesus. Sabe-se lá onde vai chegar...Há muita gente ganhando rios de dinheiro com esses "cosméticos" para o crente moderno. A grife "JESUS" tem vendido muito. Mas não adianta. Usar toda a parafernália do marketing "gospel" não faz ninguém um cristão.
Pensei comigo: a moçada evangélica, hoje, está toda na internet. E saí à busca de sala de bate-papo de evangélicos. Confesso que tentei inúmeras vezes, mas não consegui. Adentrava-me por assuntos importantes e profundos da vida cristã e as respostas eram chavões o tempo todo. Não se pensa, cria ou reflete; só se repete chavão do tipo "glóooooria", "Tá amarrado", "É tremendoooo" , etc. Definitivamente, repetir chavões a todo o momento não faz de ninguém um cristão.
Quero ser um crente diferente. Que não seja alienado da vida e de seus acontecimentos. Que saiba discutir e entender as questões existenciais, como dor, a miséria, a sexualidade, a paixão, o amor. Quero ser um crente que não vive acuado, com medo de tudo, vendo o diabo em toda parte e querendo amarrá-lo a todo o momento. Jesus Cristo o derrotou na cruz, ele é um derrotado, e eu não preciso ficar preocupando- me com ele 24 horas por dia.
Quero ser um crente que saiba falar de tudo e não apenas de religião, e que tenha, em todas as áreas, discernimento e sabedoria. Quero ser um crente que não tenha atitude conformista diante do mundo, do tipo: "Ah, DEUS quis assim...", mas que eu seja um agente de transformação nas mãos de DEUS.
Que a minha diferença não esteja na roupa, mas na essência: coração bom, olhos bons. Quero ser um crente que cria os filhos com liberdade, apenas corrigindo-os, para que cresçam e desabrochem toda a criatividade que DEUS lhe deu. Quero ser um crente que vive bem com o seu próximo. Quero ser reconhecido como um crente pelo que eu "sou" e não por aquilo que "não faço". Quero ser um crente simpático aos outros, agradável, piedoso, que se entristece com a dor do próximo, mas também se alegra com o seu sucesso. Já reparou que as pessoas se solidarizam com nossas derrotas, mas poucos manisfestam alegria quando vencemos? Não quero ter de falar a todo o momento que sou crente, para que outros saibam, mas quero viver de tal modo que outros percebam Cristo em mim.
Transcrito PIB de Magabeira - João Pessoa/PB

3 comentários:

Annaraí disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Annaraí disse...

Um texto edificante!!!!
Pastor aproveitando esse trecho [só se repete chavão do tipo "glóooooria", "Tá amarrado", "É tremendoooo" ] gostaria que o Senhor falasse a respeito do fato de usarmos esses termos desnecessariamente.
Paz!

Hugo Otávio disse...

Que o Senhor nos ensine a sermos cristãos sem sermos religiosos!
Excelente texto!

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