Cuidado com o preconceito




Às margens de um rio caudaloso morava um pescador que, nos finais de semana, atravessava os turistas de uma a outra margem, no seu barquinho. Em uma dessas travessias, o barco conduzia um advogado e uma médica. O advogado perguntou ao pescador:
- Companheiro, você entende de leis?
- Não - Respondeu. E o advogado compadecido: "É pena, você perdeu metade da vida!".
A professora, muito animada, entra na conversa: "Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?"
- Também não - respondeu o remador, encabulado.
- Que pena! – A professora faz um ar de tristeza fingida. E comenta: - Você perdeu a outra metade da vida!
Nisso, uma onda enorme quase vira o barco. Ambos passageiros se desesperam. O pescador nota a agonia deles:
- Vocês sabem nadar?
- Não! Não! – Responderam, assustados.
- Então é uma pena - gritou o barqueiro - vem outra onda grande ali...! Vocês vão perder a vida toda!
Recentemente, o irmão Hugo me apontou essa ilustração. É uma das minhas favoritas. Ela ensina sobre o desvario que a soberba produz no coração humano. É a pabulagem do eu sei mais que você que está por trás das piores formas de preconceito. Esse negócio de eu sou melhor porque sei mais faz muita gente surtar, pensando que o que é ou o que tem é mérito próprio. Na verdade, tudo que somos e temos (inteligência, sabedoria, beleza, pedigree, dinheiro, fama, etc) vem de Deus, do Pai das Luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação. Quanto a nós, aconselho moderação. Muita moderação. Dê sempre um desconto, somos sempre menores que pensamos ser.

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