Da série "só para contrariar"


Num grande evento, onde um grande pregador ministrou cura divina, uma pessoa presente foi curada de uma doença incurável. Milagre!, a pessoa afirmou. Milagre. Uma semana depois, a afirmação continuava a mesma, inclusive com direito a testemunho: fui curada! Dias depois, ao encontrar-se comigo, ouvi a declaração: “Ontem, tive uma recaída profunda de minha enfermidade. Ela apareceu de forma avassaladora. Pastor, estou em tratamento intensivo deste então”. Se eu fosse como muitos fariseus, teria dito: “falta de fé sua. A cura não foi por causa de Deus nem do pregador, mas totalmente sua!” Não sei o que é pior: “prometer e não cumprir ou por a culpa na vítima!” Creio em milagres. Creio também que existem charlatões em nosso meio. Creio igualmente que nós, crentes, somos ingênuos demais. O pastor local é tido como conservador, pouco afeito aos moveres espirituais, olho seco... o pastor itinerante, que custa seis mil reais a pregação, é como Deus na terra. Quanto mais de longe vier o pregador mais ungido ele é. O pastor local que se lasque para conter os ânimos tanto dos que acham que emoção é unção quanto dos que saem feridos por terem crido numa nuvem. Eu fiquei triste com o episódio. Desde o primeiro testemunho sabia que a pessoa estava se excedendo. Mas, se falasse na hora, iria me rotular de “pastor incrédulo”. Disse a pessoa que se enganou ou foi enganada que cura divina verdadeira acontece. Mas, se não acontecer, o crente viverá pela fé. Disse que a medicina também vem de Deus. Disse que ela pode contar comigo em oração. Disse que Deus a ama e que, um dia, ela saberá o porquê de sua enfermidade. Disse que sua enfermidade não é causada por demônios. Só não disse uma coisa: peça o dinheiro que deu ao pregador de volta. Ele ter pedido seu dinheiro foi um escárnio!

Um comentário:

Anônimo disse...

exitem pessoas que cre mas no homem que em Deus em sua propria fe

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