Li, no livraço 1808, um episódio em que o cônsul inglês James Henderson testemunhou e relatou uma punição no centro do Rio de Janeiro de um negro, escravo, no início século 19. O relato é forte. Se prepare.

"O cavalheiro obteve autorização para que um de seus escravos fugitivios fosse pnido com duzentas chibatadas. Depois que seu nome foi chamado várias vezes, o escravo apareceu na porta da prisão, onde os negros ficam confinados de forma promíscua. Uma corda foi colacoda ao redor de seu pescoço, enquanto ele era levado para junto de um grande poste erguido no meio da praça, ao redor do qual seus braços e pernas foram atados. Uma corda imobilizada seu corpo de tal maneira que tornava qualquer movimento impossível. O carrasco, um negro degredado, começu a trabalhar de forma quase mecânica e a cada golpe, que parecia arrancar um pedado da carne do escravo, ele assobiava de forma particular. As chibatadas foram repetidas todas no mesmo lugar e o negro suportou as primeiras 100 de forma determinada. Ao receber a primeira e a segunda chibatada, ele gritou "Jesus", mas em seguida pendeu sua cabeça contra um dos lados do poste, sem dizer mais uma única sílaba ou pedir clemência".

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