Feliz o Davi que encontra pelo menos um Jônatas

Amigos de verdade
Jônotas e Davi desenvolveram um laço de amizade muito interessante e raro. Amizade de verdade, sem “gueizura”. Jônatas livrou Davi de ser morto numa emboscada feita por seu pai, Saul. Fizeram uma aliança. Se afeiçoaram. Dois homens maduros, dois gigantes, dois valentes, envolvidos num relacionamento de irmãos siameses. Quando Jônatas morreu, Davi lamentou por muitos dias. Davi procurou saber se Jonatas tinha algum descendente, para lhe fazer todo o bem possível. Tinha Mefibosete, um aleijado e exilado nos confins do mundo. Mandou chamá-lo, restituiu as terras de Saul e convidou-o para almoçar no Palácio todos os dias que quisesse. Para mim, verdadeiras amizades podem existir. Mas, só quando filhos de amigos meus são também meus filhos. É muito difícil ter amigos que não estejam interessados no que a gente tem ou em quem a gente é. Tapinhas nas costas, aperto de mãos, dizer “como vai, tudo bem?”, não passa de um desprezível verniz social. Isso sem falar nos “amigos” que são piores que Satanás e seus demônios. Eu tenho alguns amigos de verdade, que estarão sempre ao meu lado, para o que der e vier. Não são tantos, mas foram o que amealhei na vida. Na angústia, eles estiveram presentes. Quando tropecei, me levantaram. Quando precisei, me socorreram. Quando venci, celebraram a vitória comigo. Feliz o Davi que encontra pelo menos um Jônatas.

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