Eu vi a aflição do meu povo


Depois da morte de José, o Egito esqueceu de como um hebreu foi usado por Deus para transformar o Egito numa superpotência. Esquecer favores é bem próprio do homem. Mas, o que veio a seguir, foi bem pior. O Egito escravizou o povo hebreu, submetendo-os aos mais cruéis tratamentos possíveis. Eles tiveram medo da prosperidade do povo de Deus, temeram que dessem um golpe de estado e tomassem o reino de suas rédeas. Solução? Mão de ferro contra os descendentes de José. Depois de 430 anos de sofrimento, Geová se revela a Moisés e diz, textualmente (Êxodo 3.7): O Senhor disse: “Eu vi, eu vi a aflição de meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Sim, eu conheço seus sofrimentos”. A aflição do povo de Deus era vista, ouvida e conhecida por Deus. Deus viu a escravidão a que fora submetida quem Ele amava. Deus viu o assassinato covarde de incontáveis inocentes. Deus viu o preconceito dirigida a seus filhos. Deus ouviu o choro, o clamor, a repulsa, até as reclamações deles: “até quando, Senhor?” Mas, sobretudo, Deus conhece as causas, sabe as razões, sente as dores e viveu com e neles a aflição. Quando Deus diz a Moisés “eu vi, eu vi” estava dizendo que ia agir, agora, agora mesmo, que chegara o tempo. E Deus agiu. De forma redentora e de forma punitiva. Puniu o Egito, fazendo eles sentiram na pele o mal que dispensaram aos hebreus. E redimiu aos hebreus, salvando-os com mão forte. Os cristãos evangélicos somos o povo de Deus. Digo que Ele vê, ele ouve e conhece a natureza de nossa aflição.

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