Destes, afasta-te!


O Evangelho é, basicamente, amor. Deus é amor. A gente deve amar, pois fomos muito amados. “Deve” não bem a palavra que deveria usar, mas deixa como está. No meio dessa concepção de amor, misericórdia, paz, solidariedade, a gente pode resvalar para um amor idiotizado, virando um papai-noel-gospel ou sendo um capacho para os lobos usarem e abusarem. Sinceramente, não creio no amor abilolado, no amor que prescinda do amor-próprio. Eu não posso, em nome do amor, perder o amor por mim e virar escravo de caprichos dos meus desafetos ou dos meus inimigos. Tem gente que a gente faria bem em se afastar dele – ou dela! Não é para ter medo, mas para se proteger de seu veneno. Paulo escreveu sobre tipos de pessoas que a gente deve se afastar: Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. O Evangelho muda nossa concepção de vida e faz-nos amar gente. Entretanto, viver em amor não é um mandamento para andar, servir e conviver com quem não presta. O evangelho nos transforma em gente boa, não em sadomasoquista. Se puder, mantenha distância de gente ruim.

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