Elizabeth


ELISABETH Dirigido por Shekhar Kapur e tendo no elenco excelentes atores (Cate Blanchett, Geofrey Rush, Christopher Eccleston, Joseph Fiennes, Richard Attenborough), Elizabeth tem 125 minutos de projeção e é um dos filmes mais pungentes a falar sobre o poder maquiavélico da religião. O filme analisa a Inglaterra de Elizabeth I (a Rainha Virgem), que subiu ao trono em 1558 para tornar-se a mulher mais poderosa do mundo. No reinado anterior de sua meia irmã Mary I, a Inglaterra encontrava-se à beira do caos com a repressão do governo aos protestantes. Com a morte de Mary, Elisabeth Tudor, filha de Henrique VIII com Ana Bolena, assume o comando do reino, iniciando o mais glorioso governo da Dinastia Tudor. Para impedir que o país fosse destruído, Elizabeth decide enfrentar todos inimigos internos (que queriam transformar a Inglaterra em mais um satélite da igreja romana) e externos (principalmente o rei da Espanha, um assassino asqueroso, mamulengo nas mãos dos bispos e do papa que queriam dominar o mundo pela Inquisição) que ameaçavam a Inglaterra. É impossível ficar indiferente aos diálogos, ao figurino e à força de uma mulher que, abdicando de sua vida pessoal, foi usada por Deus para impedir que as trevas da intolerância dos papas mergulhassem o Ocidente no obscurantismo religioso. Claro que Deus interveio diretamente, através de um estupendo milagre, que confirmou o chamado da rainha para ser rainha, enviando um recado para os inimigos da liberdade de crença e de expressão. A Igreja Católica começou a ruir ali mesmo (já estava carcomida desde o dia que nasceu), diante de uma mulher cheia de contradições, frágil e insegura, mas que desafiou com dignidade (e muito medo, diga-se de passagem) o império dos papas e dos déspotas.

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