O sujo falando do mal lavado


Quando o casal Nardoni/Jatobá foi preso desenhou-se uma situação de pré-caos para o sistema carcerário paulista. Os presos de todos as cadeias se recusaram a recebê-los(!) ou, pior, ficaram ansiosos para recebê-los(!!) - a fim de linchá-los. É a "justiça" das ruas que ecoam dentro dos presídios de crimes. Meio mundo quer matar Nardoni/Jatobá. Gente de fora e gente de dentro dos presídios. Assisti todo o circo das detentas querendo assassinar Jatobá. Ouvi de assassinos se dizendo incomodados com a presença de um... asssassino! Um psicólogo chamaria isso de "transferência". E é. O apresentador Datena chama isso de "lei carcerária". Hipocrisia, não? Eu chamo de impiedade. O casal, para mim, pode ficar preso o resto da miserável vida deles. Mas, não pode, em hipótese alguma, ter um cabelo arrancado por quem quer que seja - principalmente por bandidos, traficantes, assassinos e estelionatários que impestam as cadeias paulistas. Nenhum daqueles presos é "melhor" que o casal. Nenhum de nós tem o direito de linchar ninguém. Ninguém! Para mim, jogar uma menina de 5 anos de um prédio é crime tão covarde quando, por exemplo, extrair a força de comprimidos um embrião "indesejado". Tudo é maligno. Eu não sinto vontade de sair matando quem faz aborto. Eu sinto é enfado da condição humana - somos tão imagem e semelhança de Deus e tão imagem e semelhança do diabo.

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