Música de Deus, rítmo do diabo


“Pastor, quem criou a música, não foi Deus?”
- Creio que sim!
“Então, pastor, todos os ritmos foram criados por Deus e servem para adorar a Deus!”.
- Ah, tá... Gostariam de ouvir.
O problema é que não nasci ontem para cair nessa manjadíssima pegadinha. Entendo que querem importar para dentro do culto toda sorte de ritmos como forma de “ganhar para Cristo” quem gosta de curtir esses sons. Entendo quando usam “me fiz de judeu para ganhar os judeus”, mesmo fora do contexto de Paulo. Compreendo que a intenção parece boa. Mas, não dá para fazer teologia a partir do “eu gosto”. Vamos à questão. De fato, Deus inventou a musicalidade. Mas, nem todos os ritmos foram criados por Ele. Creio que o diabo inventou e continuará inventado muitas novidades nessa área. É preciso um grande contorsionismo teológico para acreditar que Deus criou o funk (já imaginou a igreja adorando ao Senhor ao ritmo de funk num culto?!) ou o Axé ou a lambada ou outro ritmo amalucado qualquer. Como adorar se o ritmo apela somente para a sensorialidade? Há rítmos que anestesiam o espírito e a alma enquanto acendem o fogo do exagero sensorial. Não raros, após alguns concertos, acontecem orgias que fariam os imperadores da Roma antiga corarem. Não sou moralista, mas também não sou liberal. Pense assim: Deus criou o sexo, mas a pedofilia, a zoofilia e todos os outros desvios sexuais foram inventados pelo diabo e maximizados pela rebeldia humana. Deus fez o sexo para o prazer e conforto do casal. O diabo deturpou e o pecado acentuou todas as taras, manias e tabus. Deus criou a música saudável, gostosa e vibrante. O diabo a deturpou e o pecado do homem acentuou rítmos que levam a total depravação quem por eles teimam em andar. Ademais, eu não preciso me vestir de mulher para evangelizar com eficiência um travesti. Nem preciso ficar viciado em cocaína para pregar para traficantes e dependentes de drogas. O Evangelho prescinde dessas “armadilhas”. No fundo, no fundo, talvez quem defenda com unhas e dentes a idéia de usar todos os rítmos no culto cristão goste mais do ritmo que de evangelizar. Não posso dançar rock lá fora, que a Igreja libere o uso dele dentro dos templos. É o que desejam. É o que mais repudio nessa questão.

3 comentários:

Anônimo disse...

pastor,não sou evangelica e nem católica. mas concordo com o senhor.desculpe pelo senhor. mais respeito quem lidera um trabalho para o Senhor Deus.pra mim tudo tem limite.acredito que para louvar a Deus as vezes uma atitude pode valer mais que mil palavras faladas ou cantadas.e se quer mesmo louvar com canticos que seja os hinos da harpa.acho mais seguro e adquado.embora o fato de que eu acho não quer dizer que estao errados. afinal o louvor é para Deus e não para mim.

Rainei Prestes disse...

Romanos 14...

Rainei Prestes disse...

Romanos 14...

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