Um dízimo insuportável



De acordo com a revista "Carta Capital", Kaká entrega, na Igreja Renascer em Cristo, um dízimo anual no valor de mais ou menos dois milhões de reais. O jogador foi intimado pelo juiz da 1ª Vara Criminal de São Paulo, Paulo Rossi, para explicar sua relação com a igreja e com seus fundadores. O juiz enviou um pedido à Procuradoria-Geral de Milão em 14 de setembro de 2007 para interrogar o jogador. No interrogatório, Paulo Rossi faz as seguintes perguntas: “Qual é seu grau de amizade e que relação tem com as pessoas acusadas (apóstolo Estevam Hernandes e bispa Sonia Ernandes)? Os acusados costumam freqüentar a sua casa na Itália ou no Brasil? O senhor freqüenta a casa deles no Brasil ou nos Estados Unidos? Você sabe o destino que foi e que é dado ao dinheiro das suas colaborações?”. Invasivo ao extremo, Paulo Rossi parece mesmo é incomodado com a fé de Kaká. Com sua atitude, representa a parcela da sociedade que não se conforma com o vertiginoso crescimento das comunidades evangélicas. Os fundadores da Renascer tem muito o que explicar à Justiça, mas pessoas como Paulo Rossi tem muito o que explicar à Igreja. O estado é laico. Não pode servir como instrumento de intimidação contra minorias não alinhadas com a religião oficial, que os poderes parecem defender, principalmente nos grotões, com unhas e dentes. Se quiser, Kaká pode até rasgar o dinheiro que lhe pertence! Muitos de seus colegas gastam o que recebem com drogas, prostituição e satanismo. Kaká devolveu 10% de seus recursos ao Senhor Jesus Cristo e querem puni-lo por isso!

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