A mistura da lei com a graça


Um dos meus maiores desconfortos atualmente é a mistura que as igrejas, os pastores, os teólogos e a maioria do povo de Deus fazem da Lei com a Graça. Dependendo da mexida, tem igrejas cheias de graça com uma pitada de lei e igrejas cheias de legalismo com uma pitadinha de graça – nem que seja na placa afixada acima da porta de entrada. E um espectro quase infinito de mistura entre essas duas classificações. Isso, sem perder tempo citando as igrejas todinhas da lei. A mistura é tão comum que muitos dizem que se converteram: estou agora na lei de Cristo. Eu me converti da lei para Cristo. Eu tenho alergia a mensagens legalistas que citam palavras como “misericórdia”, “perdão” e “amor. Passo mal quando freqüento igrejas esquizofrênicas, que não sabem direito a quem servir. Moises ou Jesus? Cantores viraram levitas. Se não fosse tão chocante, alguns pastores se vestiriam como o sacerdote Arão. Só não o fazem porque ficariam parecendo demais com os sacerdotes romanos! Eu não quero que você tenha nenhuma dúvida: aqui neste blog, prego a Graça. Somente a Graça. Aqui, a mulher adúltera não é apedrejada. Aqui, se diz a ela: vá em paz, não peque mais. Aqui, filho pródigo é sempre bem vindo. Mesmo que venha emporcalhado. Aqui, a única oração que importa é a oração daquele que ousa humildemente balbuciar: tem misericórdia de mim, Senhor! Para mim, a mistura graça e lei é uma daquelas misturas cujo produto é uma farsa, uma mistificação. Como o cruzamento entre o cavalo e a jumenta: o resultado nem serve para puxar carroça, nem serve para dar leite.

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