O mal do preconceito


Há várias formas de preconceito. Todas odiosas. Por exemplo, os negros sofreram horrores nas mãos dos senhores de escravos. As mulheres durante milênios foram vítimas indefesas de toda sorte de maldades. Nós, nordestinos, somos vistos como um povo inculto e esfomeado. Sou evangélico e sei como o preconceito pode ferir. Já fui humilhado, rejeitado e estupidamente agredido por pessoas que mesmo sendo a nata da sociedade, de fato era gente de mente estreita. Reclamo, mas não me surpreendo. Jesus mesmo foi alvo de preconceitos, por parte da família, por parte de estranhos. Perguntaram sobre cidade onde Jesus viveu sua adolescência: “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?” Além disso, chamaram Jesus de “glutão” e “beberrão”, disseram que fazia milagres pelo poder de Belzabu e o cravaram numa cruz. Nós, evangélicos, deveríamos ser o povo mais sem preconceito do mundo. Entretanto, mesmo lendo a Bíblia, temos pressa em medir as pessoas pelas roupas que vestem, se sorriem ou não, se pertencem ao nosso club cristão, se se parecem conosco. Preconceito é coisa de fariseu. Fariseu é quem gosta de rotular, de classificar, de desprezar pela aparência. Todas as pessoas tem dignidade. A gente pode não concordar como elas vivem. Podemos e devemos, à luz da Palavra, andar pelo caminho certo e rejeitar o caminho equivocado. É difícil separar o pecado do pecador. Mas, deveríamos, pelo menos, tentar odiar o pecado e amar o pecador. Jesus fez isso. A igreja deveria imita-Lo. Ninguém pode acusar Jesus de ser preconceituoso. Gostaria muito de dizer o mesmo dos denominados cristãos.

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