Tenho pena das crianças... os pais sumiram!


Há quarenta anos ninguém precisaria de uma Super-Nani. Ela morreria de fome e seus livros seriam ridicularizados. Quem imaginaria que, no futuro, uma geração inteira não saberia lidar com seus próprios filhos? Diga-se de passagem, pouquissimos filhos por família? Um ou, no máximo, dois... Mas que trabalhão! Sabe por que nossos filhos são malcriados? Porque foram mal criados! Sabe por que as crianças estão desobedientes, hiper ativas, chatas, sempre querendo aparecer, incontroláveis, gostam de gritar com os pais, humilhar os pais na frente de visitas, uns ditadorezinhos insolentes e desalmados? Por causa - advinhem - dos pais e dos avós! Simples assim. Vi uma mãe tratando sua filha como quem deveria tratar uma legião de demônios. Essa gata borralheira está arruinando o caráter e a autoestima da filha. Por outro lado, tenho visto pais reféns de seus filhos. Eles dão ordens, exigem, envergonham seus genitores. Na verdade, a gente não ama mais os filhos que Deus nos deu. Dá muito trabalho amar. É mais fácil fazer todos os gostos deles para que nos deixem logo em paz. Dizer não dá muito trabalho... é melhor dizer sim, para se livrar logo deles. Na verdade, quando a gente ama demais a gente mesmo, não resta tempo para amar a herença que Deus nos deu. Estamos ocupados demais para ter tempo de ensinar nossos filhos no caminho em que devem andar. Preferimos obedecer as ordens deles que educá-los. Com exceção de algum distúrbio psicológico, como hiper atividade, a imensa maioria das crianças estão sofrendo muito: os pais simplesmente sumiram! Sem amor e sem disciplina, o que resta a eles é se rebelar como sabem: gritando, xingando, virando seres infelizes. Se pudessem, nossas crianças gritariam: "Por favor, paínho! Por favor, maínha! Me amem, me eduquem, me disciplinem! Não vejo exemplo em vocês, vejo dois panacas! Eu não quero mais presentes, quero vocês presentes! Quando eu errar, me corrijam, por favor! Vocês não estão me ensinando a viver quando suprem todos os meus caprichos! Estão me ensinando a ser um adolescente infeliz, um jovem inseguro e um adulto pela metade!" Mas, o senhor não conhece meus filhos, o gênio deles!, pastor... Ouço uma voz, lá longe, querendo argumentar. A resposta é simples: eu sou genioso, mas bastava papai olhar para mim para eu saber se estava agradando ou se a exibição passara do limite... Papai me amava, mas não era um débil mental. Engraçado, papai nunca precisou gritar comigo! Mas, aquele olhar...

Um comentário:

Hugo Otávio disse...

É assim mesmo pastor!
É preciso que os pais "acordem" para a mais dura realidade pois os filhos já estão tomando conta dos próprios pais!

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